sábado, 8 de agosto de 2009

Pai reza em vez de levar filha ao médico

Um júri no Estado americano de Wisconsin condenou um homem pela morte da filha doente de 11 anos, por ter rezado por sua cura em vez de buscar ajuda médica.
A menina, Madelaine, morreu em março do ano passado, vítima de diabetes, em sua casa na zona rural de Wisconsin, cercada de pessoas que rezavam por sua recuperação.
No julgamento, neste sábado, o pai, Dale Neumann, 47 anos, disse que acreditava que Deus poderia curar sua filha.

Neumann, que chegou a estudar para ser ministro pentecostal, disse ao júri que, caso chamasse ajuda médica para a filha, "estaria colocando o médico à frente de Deus".
Somente quando Madelaine parou de respirar a família chamou uma ambulância.
A mulher de Neumann, Leilani, já foi condenada pelo mesmo crime.
Segundo o correspondente da BBC em Washington, Jon Donnison, o casal poderá pegar pena de até 25 anos de prisão quando sua sentença for divulgada, em outubro.

Fonte: notícias terra

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Conversa com crente

Um crente ficou sabendo de um problema de saúde que tenho e me falou:

Crente: - Vá lá na minha igreja que vc vai ficar curado em nome de Jesus.


Eu: - Como sabe? Ninguém da sua igreja tem esse problema?


Crente: - Esqueça os outros, estamos falando de você.


Eu: - Mas, eu quero saber como vc tem essa certeza.


Crente: - Jesus tá me falando.


Eu: - Então me responde, ninguém lá tem esse problema?


Crente: - Lógico que tem mas, você não tem que ir pelos outros. Estamos falando
de você.


Eu: - Mas, se eles que já são da sua religião, já estão convertidos não foram curados, por que serei merecedor desse privilégio.


Crente: - É para você dar o testemunho da sua cura.


Eu: - E por que eu? O testemunho deles num serve?


Crente: - Vou orar por você...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MP-SP pede a retirada de símbolos religiosos de instituições públicas

Por solicitação do grupo Brasil para todos, a Procuradoria dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público de São Paulo, ajuizou em julho ação civil pública pedindo à Justiça para que mande a União retirar das instituições públicas os símbolos religiosos, como crucifixos e Bíblias. A informação é da Folha.

A ação está tramitando na 3ª Vara Federal de São Paulo, a cargo da juíza Maria Lúcia Lencastre, que antes de pronunciar a sua decisão vai consultar a União, informa o jornal.

O Brasil para Todos argumenta que o Estado é laico e, por isso, suas instituições não podem expor nenhum símbolo religioso. Além disso, tal exposição ofende a liberdade de crença prevista na Constituição.

O grupo foi criado em janeiro de 2007 com o objetivo de democratizar os espaços e os serviços públicos, informa o seu site.

No dia 30 de julho, também movido por uma representação do grupo, o Ministério Público do Piauí realizou audiência pública para discutir a remoção dos símbolos.

plenario-stf

Até agora, além do MP de São Paulo e do Piauí, o Brasil para Todos enviou representações ao Ministério Público e petições ao Conselho Nacional de Justiça com a solicitação de retirada de 13 símbolos religiosos de tribunais e câmaras legislativas. Entre os quais constam a Assembléia de Minas e a do Ceará, as câmara municipais de Campos do Jordão, Mogi das Cruzes e Florianópolis e os tribunais (cível e criminal) de Justiça de Minas e o TJ do Rio Grande do Sul.

O site do grupo diz que tem o apoio de religiosos, juristas, artistas, políticos e acadêmicos.

A Igreja Católica desaprova a iniciativa. Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, afirma que os símbolos religiosos fazem parte da cultura popular, a qual, segundo ele, o Estado laico tem de respeitar.

Da mesma opinião são os evangélicos luteranos. Para Walter Altmann, presidente da Igreja Confissão Luterana no Brasil, a retirada dos símbolos “fere o sentimento” das pessoas religiosas.

A bancada evangélica (de maioria pentecostal) no Congresso apoia o pedido de remoção do símbolos. Mas pastor e deputado Pedro Ribeiro (PMDB-CE), líder da bancada, acha que pode ser feita uma exceção para a Bíblia, que é um “símbolo de todos”. Mas não é.

Fonte: E-paulolopes


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sudanesas são chicoteadas por usarem calças

Um grupo de mulheres sudanesas foi preso e recebeu chicotadas como punição por usar calças em público na capital, Cartum, segundo uma jornalista que foi presa junto com o grupo.

Lubna Ahmed al-Hussein, que afirma que foi condenada a 40 chicotadas, informou que ela e outras 12 mulheres que usavam calças e blusas foram detidas em um restaurante da cidade.

Segundo a jornalista, várias mulheres do grupo admitiram serem culpadas da acusação de se vestir "de forma indecente" e receberam dez chicotadas imediatamente.

Al-Hussein afirmou que um grupo de entre 20 e 30 policiais entrou de repente em um dos restaurantes mais populares de Cartum e "escolheu apenas garotas que usavam calças. Éramos cerca de 12 ou 13".

"Na delegacia eles libertaram aquelas que usavam calças mais largas ou cujas blusas foram consideradas longas o bastante. Na delegacia encontramos outras garotas do sul (do país), aguardando julgamento, elas eram cristãs e três delas tinham menos de 18 anos."

"As meninas foram sentenciadas a dez chicotadas para cada uma e a sentença foi executada imediatamente", afirmou.

A jornalista afirmou que muitas se declararam culpadas apenas para "acabar logo com isso", mas outras - incluindo ela - escolheram chamar seus advogados e esperar o julgamento.

De acordo com a lei islâmica em vigor no norte do Sudão, onde se encontra a capital, a punição a mulheres que se vestem "de forma indecente" é 40 chicotadas.

Segundo as leis do país, sudaneses que não são muçulmanos não são obrigados a seguir a lei islâmica mesmo na capital ou no norte do país, onde predomina o islamismo.

Críticas

Lubna Ahmed al-Hussein é uma jornalista sudanesa conhecida por suas críticas ao governo do país. Ela é autora de uma coluna semanal para jornais do país, chamada Kalam Rijal, que, na tradução literal significa "Conversa de Homem", uma referência satírica a uma expressão parecida em árabe coloquial, que se refere ao que as mulheres falam como algo risível e não confiável.

A jornalista disse à BBC que contratou um advogado que conseguiu enviar o processo contra ela de volta à promotoria. E também afirmou que imprimiu centenas de convites para o julgamento para que o povo sudanês possa ver o que acontece com as mulheres.

Antes de comparecer à corte, al-Hussein afirmou que o problema que ela enfrenta é também o problema de centenas de mulheres que são chicoteadas todos os dias devido às roupas que usam.

A jornalista escreveu que estas mulheres saem dos julgamentos com um sentimento de vergonha e toda a família da mulher é tratada como pária.

De acordo com o analista da BBC para o mundo árabe Magdi Abdelhadi, o Sudão tem uma sociedade conservadora que condena mulheres que desobedecem os costumes islâmicos.

A lei islâmica foi introduzida pelo ex-presidente Jaffar Al Numeri há cerca de 30 anos e, desde então, causa polêmica no país, especialmente na região sul do Sudão, que é cristã.