domingo, 9 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Pai reza em vez de levar filha ao médico
A menina, Madelaine, morreu em março do ano passado, vítima de diabetes, em sua casa na zona rural de Wisconsin, cercada de pessoas que rezavam por sua recuperação.
No julgamento, neste sábado, o pai, Dale Neumann, 47 anos, disse que acreditava que Deus poderia curar sua filha.
Neumann, que chegou a estudar para ser ministro pentecostal, disse ao júri que, caso chamasse ajuda médica para a filha, "estaria colocando o médico à frente de Deus".
Somente quando Madelaine parou de respirar a família chamou uma ambulância.
A mulher de Neumann, Leilani, já foi condenada pelo mesmo crime.
Segundo o correspondente da BBC em Washington, Jon Donnison, o casal poderá pegar pena de até 25 anos de prisão quando sua sentença for divulgada, em outubro.
Fonte: notícias terra
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Conversa com crente
Crente: - Vá lá na minha igreja que vc vai ficar curado em nome de Jesus.
Eu: - Como sabe? Ninguém da sua igreja tem esse problema?
Crente: - Esqueça os outros, estamos falando de você.
Eu: - Mas, eu quero saber como vc tem essa certeza.
Crente: - Jesus tá me falando.
Eu: - Então me responde, ninguém lá tem esse problema?
Crente: - Lógico que tem mas, você não tem que ir pelos outros. Estamos falando
de você.
Eu: - Mas, se eles que já são da sua religião, já estão convertidos não foram curados, por que serei merecedor desse privilégio.
Crente: - É para você dar o testemunho da sua cura.
Eu: - E por que eu? O testemunho deles num serve?
Crente: - Vou orar por você...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
MP-SP pede a retirada de símbolos religiosos de instituições públicas
Por solicitação do grupo Brasil para todos, a Procuradoria dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público de São Paulo, ajuizou em julho ação civil pública pedindo à Justiça para que mande a União retirar das instituições públicas os símbolos religiosos, como crucifixos e Bíblias. A informação é da Folha.
A ação está tramitando na 3ª Vara Federal de São Paulo, a cargo da juíza Maria Lúcia Lencastre, que antes de pronunciar a sua decisão vai consultar a União, informa o jornal.
O Brasil para Todos argumenta que o Estado é laico e, por isso, suas instituições não podem expor nenhum símbolo religioso. Além disso, tal exposição ofende a liberdade de crença prevista na Constituição.
O grupo foi criado em janeiro de 2007 com o objetivo de democratizar os espaços e os serviços públicos, informa o seu site.
No dia 30 de julho, também movido por uma representação do grupo, o Ministério Público do Piauí realizou audiência pública para discutir a remoção dos símbolos.
Até agora, além do MP de São Paulo e do Piauí, o Brasil para Todos enviou representações ao Ministério Público e petições ao Conselho Nacional de Justiça com a solicitação de retirada de 13 símbolos religiosos de tribunais e câmaras legislativas. Entre os quais constam a Assembléia de Minas e a do Ceará, as câmara municipais de Campos do Jordão, Mogi das Cruzes e Florianópolis e os tribunais (cível e criminal) de Justiça de Minas e o TJ do Rio Grande do Sul.
O site do grupo diz que tem o apoio de religiosos, juristas, artistas, políticos e acadêmicos.
A Igreja Católica desaprova a iniciativa. Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, afirma que os símbolos religiosos fazem parte da cultura popular, a qual, segundo ele, o Estado laico tem de respeitar.
Da mesma opinião são os evangélicos luteranos. Para Walter Altmann, presidente da Igreja Confissão Luterana no Brasil, a retirada dos símbolos “fere o sentimento” das pessoas religiosas.
A bancada evangélica (de maioria pentecostal) no Congresso apoia o pedido de remoção do símbolos. Mas pastor e deputado Pedro Ribeiro (PMDB-CE), líder da bancada, acha que pode ser feita uma exceção para a Bíblia, que é um “símbolo de todos”. Mas não é.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Sudanesas são chicoteadas por usarem calças
Um grupo de mulheres sudanesas foi preso e recebeu chicotadas como punição por usar calças em público na capital, Cartum, segundo uma jornalista que foi presa junto com o grupo.Lubna Ahmed al-Hussein, que afirma que foi condenada a 40 chicotadas, informou que ela e outras 12 mulheres que usavam calças e blusas foram detidas em um restaurante da cidade.
Segundo a jornalista, várias mulheres do grupo admitiram serem culpadas da acusação de se vestir "de forma indecente" e receberam dez chicotadas imediatamente.
Al-Hussein afirmou que um grupo de entre 20 e 30 policiais entrou de repente em um dos restaurantes mais populares de Cartum e "escolheu apenas garotas que usavam calças. Éramos cerca de 12 ou 13".
"Na delegacia eles libertaram aquelas que usavam calças mais largas ou cujas blusas foram consideradas longas o bastante. Na delegacia encontramos outras garotas do sul (do país), aguardando julgamento, elas eram cristãs e três delas tinham menos de 18 anos."
"As meninas foram sentenciadas a dez chicotadas para cada uma e a sentença foi executada imediatamente", afirmou.
A jornalista afirmou que muitas se declararam culpadas apenas para "acabar logo com isso", mas outras - incluindo ela - escolheram chamar seus advogados e esperar o julgamento.
De acordo com a lei islâmica em vigor no norte do Sudão, onde se encontra a capital, a punição a mulheres que se vestem "de forma indecente" é 40 chicotadas.
Segundo as leis do país, sudaneses que não são muçulmanos não são obrigados a seguir a lei islâmica mesmo na capital ou no norte do país, onde predomina o islamismo.
Críticas
A jornalista disse à BBC que contratou um advogado que conseguiu enviar o processo contra ela de volta à promotoria. E também afirmou que imprimiu centenas de convites para o julgamento para que o povo sudanês possa ver o que acontece com as mulheres.
Antes de comparecer à corte, al-Hussein afirmou que o problema que ela enfrenta é também o problema de centenas de mulheres que são chicoteadas todos os dias devido às roupas que usam.
A jornalista escreveu que estas mulheres saem dos julgamentos com um sentimento de vergonha e toda a família da mulher é tratada como pária.
De acordo com o analista da BBC para o mundo árabe Magdi Abdelhadi, o Sudão tem uma sociedade conservadora que condena mulheres que desobedecem os costumes islâmicos.
A lei islâmica foi introduzida pelo ex-presidente Jaffar Al Numeri há cerca de 30 anos e, desde então, causa polêmica no país, especialmente na região sul do Sudão, que é cristã.